segunda-feira, 23 de julho de 2007

Escovagem e Tosquia

A auto limpeza que o gato pratica, reduz os problemas de pele e pelagem e quando a alimentação é completa e balanceada, o pêlo do gato torna-se ainda mais liso e brilhante.
Quando o pêlo apresenta algum tipo de deterioração, na maioria das vezes é sinal de doença, tanto que o gato quando está doente ou bastante idoso, deixa de se lamber.

Para que possa observar atentamente a saúde do seu gato, recomenda-se uma escovagem regular, sobretudo em gatos de pêlo longo. A escovagem também ajuda a retirar pêlos mortos pois, com o hábito que os gatos têm de se lamberem, ingerem uma quantidade razoável de pêlos e a ingestão excessiva contribui para a formação de bolas de pêlo no estômago. Quando os pêlos embaraçam ou formam tufos é necessário eliminá-los através da tosquia. A escovagem também é importante para combater a presença de parasitas, como pulgas.

Habitue o seu gato a ser escovado desde pequenino senão quando ele crescer pode ser muito complicado escova-lo, ponha o gatinho no seu colo e escove-o, ofereça resistência quando ele tentar fugir mas acalme-o com festas, é sempre complicado forçar um gato a fazer algo que ele odeia, e se ele apreciar a escovagem com o tempo passará a ser um momento especial entre os dois.
Tosquia
Embora não seja tão comum como nos cães, a tosquia dos gatos de pêlo longo muitas vezes é necessária e benéfica, já que o pêlo novo é mais forte. O manto longo e denso, em especial, do persa, não é apropriado para o verão, tornando-se bastante insuportável, podemos assim aliviar-lhes o calor, cortando o pêlo que rapidamente crescerá. Outras vezes a tosquia é consequência indesejada de um pêlo com demasiados nós ou de doenças e pele.
A tosquia é normalmente feita com uma máquina que nem sempre é muito bem recebida pelos gatos, que se assustam com o barulho. Alguns gatos mais agressivos têm que ser anestesiados para poderem ser tosquiados. Um conselho, se o seu gato é assim, não o submeta a anestesias, opte por cortar o pêlo dele com uma tesoura em casa, não fica tão bonito mas é mais saudável do que submete-lo a anestesias desnecessárias e que constituem sempre um risco. A anestesia apenas se justifica num gato agressivo com o pêlo inteiramente emaranhado, o que será uma situação pontual.

quinta-feira, 12 de julho de 2007

Gatos ruidosos!

Os gatos podem ser muito ruidosos. O facto de miarem muito é uma característica curiosa e muito agradável no que se refere aos gatos orientais mas não é exclusivo destes. No entanto se se tornar incomodativo não irá conseguir mudá-lo na sua totalidade.

Algum destes ruídos são inatos: Os gatos chamam as suas mães quando desejam algo. O dono acaba por ser uma extensão desta, considerado como o fornecedor de alimento, como tal existe uma transferência para o mesmo.

No entanto grande parte deste ruído é resultado de aprendizagem. O gato aprende gradualmente que sempre que faz ruído desencadeia uma reacção no dono agradável para ele, seja dar-lhe comida, dar-lhe água, deixá-lo entrar dentro de casa ou no quarto.

Esta situação pode ser desagradável se o gato chegar à conclusão que os seus miados lhe permitem controlar o dono. Isso mesmo, não são invulgares as situações em que pessoas com pouco treino a lidar com animais acabam por ser controladas por estes. Além de terem o problema de não conseguirem controlar o seu animal incorrem no risco ( no caso de viverem em condomínios) de terem problemas com os outros vizinhos.


Para treinar o seu gato a ter uma atitude menos excessiva, resolva não dar demasiada atenção aos seus pedidos, nem responder demasiadamente rápido. Se começar por ter uma atitude negativa sempre que ele começa com os miados então com o tempo ele poderá aprender que o fazer muito barulho é um estímulo negativo e como tal, tornar-se-á mais quieto. Utilizando esta técnica com um pouco de bom-senso (o animal pode mesmo precisar de ajuda) poderá obter bons resultados.

quinta-feira, 5 de julho de 2007

Vacinação e desparasitação dos Gatos

Existem várias doenças que podem ser fatais para os gatos, mas felizmente a maioria pode ser prevenida com a vacinação. Para serem efectivas, as vacinas devem ser administradas segundo um esquema de vacinação que inclui 3 injecções, nomeadamente às 6-8, 12 e 16 semanas. Deve ser efectuado um reforço vacinal todos os anos, muitas das vezes incentivado pela autarquia local.

Uma pergunta que pode naturalmente surgir em relação às vacinas, é porque é que os gatos necessitam de mais que uma vacina. A primeira imunidade dos gatinhos, e a mais importante durante as primeiras semanas de vida, é a imunidade materna recebida através do leite materno. Durante as primeiras semanas esta imunidade é suficiente, mas a certa altura esta começa a falhar, e o gatinho tem que ser capaz de montar a sua própria imunidade de longa duração. Por isso se usam as vacinas. O problema é que, enquanto os anticorpos maternos estiverem em circulação, as vacinas não são efectivas, pois estes são neutralizantes. Como é difícil prever quando o organismo do gatinho vai estar pronto a responder, são administradas 3 injecções intervaladas de 1 mês, para aumentar a probabilidade de pelo menos 2 delas caírem dentro do intervalo, em que há o declínio dos anticorpos maternos e não se desenvolveu a doença. Além disso, uma vacinação única, mesmo sendo muito efectiva, não consegue estimular devidamente a imunidade de longo termo.

Desparasitação
Os parasitas intestinais são muito comuns nos gatinhos. A fonte de infecção por ascarídeos mais importante em gatinhos é mesmo o leite materno, logo estes podem ser infectados logo à nascença. Recomenda-se assim a desparasitação do seu gatinho a partir das duas semanas de idade. Como o desparasitante só actua nos parasitas adultos, deve ser repetido passadas duas a três semanas após a primeira dose, e depois uma vez por mês até aos seis meses de idade. A partir dos seis meses a desparasitação é feita duas vezes por ano.